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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Documentário La educación prohibida



Caro amigo futuro professor,

Gostaria de lhe recomendar um ótimo documentário que acabei de assistir e é tão fácil encontrá-lo na internet com o seguinte nome: La educación prohibida, ele foi produzido por jovens argentinos e lançado em 2012.
À medida em que assistia ao vídeo pensava o quanto ele seria produtivo e importante para você, meu amigo! Pois, trata-se de vários depoimentos de pessoas envolvidas com toda a problemática acerca do processo educativo e como você está se preparando para futuramente se tornar um educador, este irá contribuir para sua formação e também para a construção de uma visão geral de como se dá o ensino nas escolas, o que é também foi uma das propostas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) ao fazer com que seus bolsistas (futuros professores) ainda graduandos de uma licenciatura entrassem em contato com a rotina das escolas.
Várias são as questões abordadas pelo documentário e que merecem destaque, no entanto, primeiramente o que mais me chamou a atenção e penso que também chamaria a sua, pois já nos debruçamos muito sobre esta questão se refere as críticas feitas às práticas educativas tradicionais que prevalecem ainda nos nossos dias e regem o andamento do currículo das escolas brasileiras, apesar delas não serem mencionadas no documentário.
Após ter assistido ao documentário não pude deixar de perceber algumas outras semelhanças entre ele e alguns casos que presenciei no PIBID enquanto cursava minha licenciatura. Irei comentar algumas questões em comum entre ambos, pois sei que será de grande importância para você assim como foi para mim.
Várias são as cenas que mostram a falta de interesse dos jovens pelo estudo, pois estes não conseguem ver nenhum sentido em apenas repetir o que está nos livros didáticos ou o que o professor “fala” em sala de aula. Será que na verdade o professor não “ensina”, mas somente se preocupa em transmitir informações?
No vídeo fica claro que as escolas não procuram desenvolver as habilidades e a autonomia dos seus estudantes, o que ela preza são os conteúdos, que não podem ser deixados nunca de lado e as notas de seus “exames” obrigatórios. Neste ponto, as escolas não avaliam os estudantes pelo que eles são, levando em conta seu estado emocional e muito menos seus interesses. Ou seja, os estudantes em todos os momentos de sua vida escolar são levados a buscar algo que eles não desejam, ou melhor, que eles muitas vezes nem sabe o que é. As ditas avaliações são somente uma forma de satisfazer nossa sociedade que classifica e rotula as pessoas como se fossem apenas simples objetos, Então, em uma escola encontramos aquele estudante EXCELENTE, um outro BOM e o pobre coitado que se frustrará a vida toda, o RUIM.
Todas estas questões eu pude observar enquanto bolsista do PIBID, então constatei que apesar de o documentário ser argentino e não citar nenhum caso brasileiro, todos, eu digo todos os casos e questões abordadas por ele são tipicamente brasileiros, ou seja, estes problemas são nossos.
Percebi também que os professores muitas vezes encontram-se presos aos currículos de sua disciplina e por isso eles não são capazes assim como o estudante de conquistar sua autonomia e muito menos de priorizar ou mesmo de buscar uma relação saudável com seus alunos. A questão da falta de tempo com que o professor lida, também contribui para agravar ainda mais esta questão.
O documentário além de tratar das dificuldades reais vividas nas escolas por seus personagens, ele propõe novas propostas pedagógicas que em sua maioria não são novidades, pois vários estudos e discussões apontam este caminho como uma solução para nossa educação. Muito se discuti que o educador deve repensar sua atuação a cada momento e que o objetivo principal de sua carreira é atingir, ou seja, fazer com que seu aluno se interesse pelo estudo, crie vínculos e busque conhecimento.
Todas as propostas feitas pelo documentário também são necessidades da educação brasileira, elas estavam presentes em todos os estudos que fiz no PIBID, em todas as reuniões do grupo, era visível no olhar de cada estudante das turmas do ensino médio de duas escolas públicas que acompanhei a dúvida e o sofrimento, a primeira por não entender o porquê de estar ali e a segunda por não possuir nenhum tipo de garantia e não conhecer a si próprio.
Para tanto, sempre buscar se atualizar, pensar em sua prática no dia a dia, consequentemente em suas formas de avaliar, sua relação com os estudantes e em verdadeiros objetivos como professor já é um bom começo, que tal?
Querido amigo, eu tenho pensado muito sobre esta profissão que escolhi, suas dificuldades, seus pontos fracos e principalmente nas possibilidades que temos de mudar a situação atual é que têm atraído minha atenção, e isso tem me feito muito bem, nunca antes fui tão bem sucedido em minhas atividades, falo isso pois tenho percebido que quando faço o meu melhor por aquilo que escolhi os meus frutos são reconhecidos em minha rotina em sala de aula. Esta sensação de satisfação, de serviço cumprido me engrandece é como se eu fosse capaz de realizar tudo que quisesse.
Vou finalizando minha carta por aqui e espero que ela seja de grande valia para sua formação e seu futuro. Não vejo a hora de receber sua resposta! Um grande abraço.

Karoline Santos Gomes
Margareth Aparecida da Silva
(Trabalho avaliativo para a disciplina Oficina de Filosofia II entregue 09/04/2013)

domingo, 7 de outubro de 2012

Comentário filosófico do filme Preciosa - Uma história de esperança

Curtam o meu comentário filosófico do filme Preciosa - Uma história de esperança publicado no site do PIBID Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei! Lá também está disponível a sinopse do filme e outros tantos comentários de filmes discutidos pelos estudantes e "adeptos" do ensino de filosofia.

Desde já, Obrigada.

Karoline S. Gomes

Link do comentário do filme Preciosa - Uma história de esperança
http://www.pibid.ufsj.edu.br/filosofia/enviados/karoline_comentario_preciosa_uma_historia_de_esperanca.pdf

Link do site PIBID Filosofia UFSJ
http://www.pibid.ufsj.edu.br/ver_projeto.php?secao=ver_conteudo&id_conteudo=138&id_projeto=14

sábado, 4 de agosto de 2012

Pro Dia Nascer Feliz - Documentário




Comentário do Documentário “Pro dia nascer feliz” de João Jardim

            O documentário “Pro dia nascer feliz” lançado no ano de 2006 foi recebido pelo público de educadores e afins com aclamada repercussão e trouxe discussões polêmicas acerca de problemáticas, tais como: A importância de se acompanhar e conhecer cada aluno, o papel da família na educação, a carga física e emocional abalada do professor devido a falta de valorização, etc.
            Estes são apenas alguns dos principais pontos levantados em uma discussão feita pelos bolsistas do PIBID/Filosofia da UFSJ após a exibição do documentário. A questão sobre a importância de o professor procurar conhecer e saber das dificuldades enfrentadas no dia a dia de cada aluno foi bastante enfatizada pelo diretor João Jardim. Em uma cena na escola de Duque de Caxias - apesar de se tratar de uma das escolas mais problemática e carente das que foram retratadas os professores mostraram estar um pouco atentos a este respeito promovendo outros tipos de atividades com os alunos e também durante o conselho de classe quando não reprovam um estudante por se tratar de um garoto com sérios problemas familiares.
               É a partir dessa relação entre professor e aluno que tanto um como outro buscam soluções e tentam resolver os impasses dessa rotina, o que nos remete a uma outra questão também levantada: os alunos veem a escola como um martírio que são obrigados a enfrentar, para a maioria, ir a escola não tem sentido, ou melhor utilidade. É exatamente neste ponto que o professor deve atuar, pois ele saberá dessa carência de sentido e fará o melhor para conquistar o estudante.
            No entanto, o professor não deve ser considerado o único responsável por tentar promover a aproximação saudável do jovem e a escola, a família possui um papel importantíssimo, o que já é praxe em toda discussão. Observamos na maioria dos exemplos apontados no documentário que as dificuldades maiores, que os casos extremos tem como fundo uma família desestruturada e que possuem a mesma visão de educação que seus filhos, como uma “obrigação sem sentido”, além de contarem com várias outras carências (econômica, saúde, psicológica, etc).
            Uma saída simples para esse problema seria estimular o processo de aprendizagem na criança desde muito cedo, para isso a família faria o papel principal e é exatamente este o ponto chave e mais difícil de se resolver, como levar educação, trabalho, saúde, justiça, equilíbrio, etc para as nossas famílias brasileiras sem que isso seja considerado uma apenas uma obrigação?
            Observamos também que a tarefa do professor é uma tarefa bem mais complexa do que imaginamos e que exige muito do profissional e este não é valorizado. O professor enfrenta “salas” de aula abarrotadas de alunos vindos de várias localidades com culturas e crenças bem diferentes uma da outra e com famílias que enfrentam muitos outros problemas. Muitas vezes o professor tem que trabalhar em mais de uma escola, pois o seu salário é muito baixo, em casa elabora aulas, pesquisa, corrigi muitas provas e trabalhos, tem conhecer e se dedicar aos alunos (todos) e ainda o professor também tem uma família da qual deve zelar. Como fazer do professor um profissional satisfeito e que exerça sua profissão com qualidade? Quem sabe se ao menos seu salário fosse melhor e se ele pudesse contar com outras contribuições (saúde, alimentação, transporte, etc) todos poderiam começar seu dia muito mais feliz e motivados para poder também transformar uma realidade.

Karoline Santos Gomes

Sinopse e mais dados sobre o documentário acesse a página:
                       
            

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Filme Tempo de despertar (Awakenings)

Título original:Awakenings
Gênero:Drama
Duração:2 hr 1 min
Ano de lançamento: 1990
Estúdio: Columbia Pictures Corporation
Distribuidora: Columbia Pictures
Direção: Penny Marshall
Roteiro: Steven Zaillian, baseado em livro de Oliver Sacks
Produção: Lawrence Lasker e Walter F. Parkes
Música: Randy Newman
Fotografia: Miroslav Ondrícek
Direção de arte: Bill Groom
Figurino: Cynthia Flynt
Edição: Battle Davis e Gerald B. Greenberg


1969, Dr. Sayer aceita um posto em um hospital psiquiátrico em Nova York. Entre seus pacientes ele descobre um grupo de sobreviventes esquecidos, vitimados por uma epidemia da doença do sono de 1916 - um mal que transformava suas vítimas em estátuas vivas. Ele é particularmente atraído por uma destas vítimas, Leonard Lowe.

Com uma nova droga experimental, o Dr. Sayer descobre uma chave vital para "despertar" Leonard e os outros para as alegrias e também para as dores da vida humana, enquanto desperta em si mesmo uma capacidade há muito esquecida: de amar e ter amigos.
Tempo de Despertar (1990) é um filme baseado numa história verdadeira.

Várias são as questões abordadas pelo filme e que podem gerar sentimentos, discussões e ações. Um dos pontos de maior enfoque trata da possibilidade real que o homem de poder se relacionar com os outros homens apesar de todas as diferenças. Também é possível extrair questões sobre o comportamento humano na sociedade, o respeito a si e ao outro, responsabilidade, amizade, persistência para se conquistar um objetivo, etc.

Filme Feitiço do Tempo


Um filme bastante divertido, mas que ao mesmo tempo nos questiona sobre uma inquietante situação: Se tivéssemos apenas um dia para viver, o que faríamos? Ou ainda: Como nos comportaríamos diante da possibilidade de viver eternamente o mesmo dia?

Ao refletirmos um pouco mais sobre o assunto, percebemos que a eternidade é algo que nos assusta. O homem tende a buscar a vida eterna, mas estará apto a viver eternamente?

Estas questões são difíceis de se responder, pois elas se encontram além de nossa razão e também de nossa experiência. Mas nada nos impede de especular um pouco sobre esta questão.

Outra questão interessante é sobre o "tempo qualitativo" e o "tempo quantitativo". Em outras culturas se adotam outros critérios para estipular o tempo, por exemplo: época de plantio, de colheita, as fases da Lua, o movimento das marés, etc. Tais critérios optam por uma concepção qualitativa e cíclica do tempo (supõe-se que o futuro longínquo é idêntico ao passado, ou seja, repetição e qualidade das ações), na sociedade moderna e civilizada o tempo fica preso em um relógio que o quantifica (segundos, minutos, horas, meses, etc). A esse tipo de quantificação damos o nome de tempo linear no qual, há uma evolução do tempo e também da história em que vislumbramos uma finalidade.

Através da exibição do filme podemos dialogar sobre:
  • A inquietação e desespero do homem diante da fantástica possibilidade de ter que viver eternamente um único dia;
  • A valorização da vida, que através da constatação de finitude leva o homem a vivê-la responsável e intensamente;
  • O que é o tempo? Os aspectos da temporalidade;
  • As concepções de tempo conservados pela cultura;
  • A atitude humana diante de uma vida em que sempre haverá uma nova oportunidade.






Filme A Onda



Um filme de Alex Grasshoff lançado no ano de 1981 e agora com nova direção (Dennis Gansel) estreou em 2008.


Principais ideias

O filme intitulado A Onda, possui como plano de fundo a questão do Nazismo e suas respectivas consequências. A Onda é um movimento político-estudantil promovido por um professor de história, que leciona para o ensino médio, acerca da problemática do Nazismo. Este movimento tem início a partir da pergunta de uma de suas alunas: "Como foi possível o nazismo? Todos os alemães participaram, ou foram coniventes com esta situação?". Este questionamento desperta no professor o desejo de colocar em prática (reproduzir) nessa classe todo o percusso que o nazismo levou para se constituir como um dos mais rigorosos regimes políticos de cunho totalitário que o mundo já experienciou.

Tal regime realça por meio de suas ações o aniquilamento  da pessoa humana, destruindo sua liberdade e consequentemente, sua autonomia.

Os alunos são envolvidos pelas doutrinas da Onda, tais como: rigor, respeito total ao ideário do movimento, bem como ao seu líder, renúncia total de sua liberdade e individualidade em prol do objetivo geral.

No entanto, quando toda a trama já se encontra no limite, o professor revela através de um vídeo de Adolf Hitler que a ideologia que estavam aderindo os tinha feito deixar de lado a prática reflexiva, justamente por isso qualquer um podia se tornar nazista, para tanto, bastava abrir mão da faculdade do pensar.

Através do filme várias são as áreas que podem atuar - dialogar, entre elas destaco a filosofia, a sociologia e a história, que por meio do contexto sócio-cultural no qual o nazismo se insere, bem como as consequências históricas de sua presença na vida humana e as condições que levaram o homem a colaborar para este tipo de regime político são problemáticas bastante pertinentes e que podem despertar o interesse de todo cidadão. 



terça-feira, 5 de junho de 2012

Escritores da Liberdade



O filme Escritores da Liberdade atenta a diversas questões relevantes a problemática em torno da educação. Nele podemos levantar conceitos importantes sobre as dificuldades no ensino, a falta de interesse dos alunos em aprender, a não aceitação e motivação de práticas inovadoras, salário baixo do professor e uma das questões mais intrigantes: até que ponto o professor é responsável pela formação do aluno? 
A personagem principal Erin, inicia sua atividade como professora cheia de expectativas, em uma escola modelo que estava fazendo parte do projeto de integração que abria espaço para alunos de diferentes etnias. No entanto, ao se deparar com uma turma bastante conturbada de adolescentes problemáticos e de gangues rivais a professora se vê obrigada a repensar o seu modo de ensinar, ou seja, elabora novos métodos de ensino, que eram considerados pela escola tradicionalista, ineficientes e irreais para esta e demais turmas com outras possíveis carências.
No decorrer do filme identificamos uma cena polêmica principalmente para os futuros professores. A professora Erin - um exemplo de profissional dedicado - planeja indicar a leitura de diferentes obras sobre momentos importantes da humanidade. Uma das obras é o livro "O Diário de Anne Frank", com o intuito de relacionar os fatos históricos com a realidade de cada um dos alunos, porém, a coordenadora da escola que desde o princípio tentava vetar e desmotivar todas as ações de Erin não liberou tais livros e pior indicou edições curtas e simplificadas, subestimando a capacidade dos alunos. Tal profissional só dificulta ainda mais a árdua missão de qualquer professor.
O filme possui várias cenas que realmente mostram a realidade cotidiana dos professores e alunos em sala de aula. Principalmente no item das diferenças étnicas, sociais, culturais, econômicas. A professora utiliza dessas diferenças para ressaltar que por mais diferentes que eles sejam, as semelhanças são maiores e de certa forma os une. Assim, eles podem lutar, descobrir o grande poder da tolerância para recuperar suas vidas conturbadas pelo preconceito e mudar seu mundo.
Há momentos que identificamos como humanamente impossível na trama do filme, pois Erin abdica totalmente de sua vida pessoal sem pensar nas consequências, ela simplesmente vive em função dos alunos. E não percebemos em nenhum momento o desgaste físico e emocional vivido por ela. A professora além de dar aulas mantém outros dois empregos e pelo que sabemos a profissão de um educador requer dedicação para elaborar planos de ensino que sejam executáveis, além de estudos de atualização, sem contar a vida pessoal que não pode ser deixada de lado ou prejudicada, o que nos parece irreal no filme. 
Atualmente há muita diversidade em sentido geral em uma mesma sala de aula, sem contar o grande número de alunos por sala. Nos indagamos: como o professor poderia aproveitar dessas diferenças para dar aulas produtivas e interessantes? A princípio, utilizaríamos o filme para sensibilização do tema SOU DIFERENTE E DAÍ? O método que escolheríamos seria o do ilustre Matthew Lipman a comunidade de investigação. Em círculo, haverá a problematização do filme, os alunos juntamente com o professor dialogariam sobre conceitos chaves sobre o tema. E por fim, os alunos em grupo fariam um texto (formal, poesia, quadrinhos, narrativos, etc) abordando o tema sobre suas próprias perspectivas. Que serão afixados pela escola para um maior envolvimento de toda comunidade escolar e quem sabe promover o surgimento de projetos maiores.

Juliana Oliveira Monteiro 

sábado, 24 de setembro de 2011

Filme "O óleo de Lorenzo" | Cine Penso



Ficha Técnica
Um filme de Kennedy Miller
Direção: George Miller
Elenco: Nick Nolte, Susan Sarandon e Peter Ustinov
1992

Sinopse
Um casal descobre que seu único filho possui uma doença rara (ALD) e a partir desse momento eles travam uma verdadeira batalha pela vida. Apesar de todos os médicos dizerem que não há cura, eles jamais desistem de salvar seu filho, chegando a desafiar a própria ciência. Assim, é descoberto o óleo de Lorenzo, permitindo que muitas crianças vivam hoje normalmente. (História baseada em fatos reais)

Principais Ideias
Perseverança, otimismo, compaixão, companheirismo, coragem, ética
Uma ideia importante que pode discutida no filme, é de que a ciência não é um saber absoluto. Os pais de Lorenzo ousaram buscando a cura da doença do filho e sempre arriscando até contra a vontade dos médicos por meio das dietas e remédios  alcançaram a tão sonhada cura.

No campo filosófico podemos trabalhar a importância do questionamento, da investigação e que nem sempre devemos encarar uma verdade como absoluta.
Nas ciências ou biologia, fica evidente a questão da bioética.

Nos perguntamos: Aqueles médicos tinham o direito de impedir que os pais de Lorenzo buscassem outras alternativas de tratamento?
A medicina, a ciência é a dona da verdade?
Também podemos questionar: A luta incansável daqueles pais pela vida de seu filho pode ser considerada certa?
Afinal o que é certo ou errado, quando uma vida está em jogo?

Cine Penso


Ao mestre, com carinho
Sinopse
Um jovem professor enfrenta alunos indisciplinados, neste clássico que refletia alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier, no papel que o imortalizou como Mark Thackeray, é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres no bairro operário de East End. A classe liderada por Denham (Christian Roberts) Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu, que também canta a canção título) estão determinados a destruir Thackeray como fizeram com seu predecessor, ao quebrar-lhe o espírito. Mas Thackeray acostumado à hostilidade enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.

Fonte:  http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=4092 acesso em 24/09/2011

Indicação para o uso didático
Um ótimo filme, sem dúvidas ele é capaz de gerar discussões sobre a relação professor e aluno, tema muito debatido em nossos dias por especialistas, professores e alunos graduandos de licenciatura! Também destaco a ênfase que é dada ao se mostrar o ambiente escolar e suas precariedades e principalmente as muitas diferenças culturais, sociais, etc que o professor se depara ao entrar em uma sala de aula. Há outros temas que podem ser abordados, por exemplo: comportamento social, respeito a si e ao outro, persistência na busca do objetivo, responsabilidade, amizade, dentre outros.

INDICADO




domingo, 11 de setembro de 2011

Cine Penso



Sinopse

São Paulo. 22 milhões de habitantes. 200 quilômetros de engarrafamentos. 300 mil motoboys. No coração da cidade em transe, quatro irmãos tentam se reinventar. Reginaldo - o mais novo e único negro na família - procura seu pai obsessivamente; Dario sonha com uma carreira de jogador de futebol, mas, aos dezoito anos, se vê cada vez mais distante dela; Dinho se refugia na religião e o mais velho, Dênis, pai involuntário de um menino, tem dificuldade em se manter. Sua mãe, Cleuza, empregada doméstica que criou sozinha os quatro filhos, está grávida novamente de mais um pai desconhecido. O futebol e as transformações religiosas pelas quais passa o Brasil, o exército de reserva de trabalhadores que alimenta a cidade, a questão da identidade e da ausência do pai estão no coração da história de “Linha de Passe”.

Fonte:

Comentário 

O filme Linha de Passe gerou vários questionamentos, entre eles ressaltarei a questão da coletividade, da existência e da questão das personagens estarem na  “linha de passe”em todas as principais cenas.
No que se refere a coletividade, começarei pelo início, quando Dario, que sonha em ser um jogador de futebol, participa de testes onde é cobrado o tempo todo a passar a bola e deixar de ser “fominha”, ali inicia-se o confroto. Senso de equipe, trabalhar em grupo, saber conviver com o outro, lições importantes, bem sei, e aí, entra a questão da existência, como as personagens lutam para continuar nos trilhos, no caminho da moral e até o mais sonhador e ainda sem tamanhas responsabilidades era Reginaldo, mesmo assim ele já sentia as dores de se viver em uma sociedade desigual.
Todo o filme gira em torno de tensões, todos se encontram no centro, na “linha de passe”, e a qualquer momento tudo pode acontecer. Assim também é a vida, um dia estou no alto da roda e de repente por baixo estou, lutando pra fazer girar novamnete a roda da vida.








sábado, 26 de março de 2011

Cine Penso


Meninos do Brasil (The Boys from Brazil)

Direção:Franklin J. Schaffner


Elenco: Gregory Peck, Laurence Olivier, James Mason, Lilli Palmer

Duração: 123 minutos



Os meninos do Brasil (em inglês The Boys from Brazil) é um romance publicado em 1976 pelo escritor norte-americano Ira Levin. Baseado em sua história foi rodado o filme homônimo que foi lançado em 1978. O romance foi uma das primeiras obras que abordaram sob a óptica da ficção científica a clonagem humana.

Sinopse

O filme inicia-se a partir da investigação de um jovem que fazia parte de um grupo de "caçadores de nazistas" sobre uma informação de que 94 homens comuns deveriam ser mortos num prazo de dois anos e meio, com o sumiço desse jovem investigador e o recebimento de algumas fotos de pessoas ligadas ao nazismo fazem com que Lieberman (Laurece Olivier) um senhor que havia sido prisioneiro nos campos de concentração (Erza Lieberman), saia em busca de mais informações. A cada nova investigação Lieberman acaba desenrolando uma conspiração que tenta recriar a figura de Hitler, a partir de clones desenvolvidos numa região selvagem do Brasil, Mengele (Gregory Peck) arquiteta um plano para fazer com que os clones tenham as mesmas situações vividas por Hitler na sua vida afim de que isso influencie na formação de seu caráter. Durante uma investigação o Sr. Erza se depara com o próprio Mengele (que nesse momento já estava trabalhando só devido ao medo que surge entre os nazistas de serem descobertos), nesse embate Mengele é capturado e morto pela sua criatura (um dos clones).

O filme Meninos do Brasil, retrata uma ficção, bem possível de ainda ocorrer, fundamentados nos preceitos arianos, o médico Josef Mengele procura criar clones de Adolf Hitler, enquanto Ezra Lieberman, um caçador de nazistas, tenta impedi-lo. Mas será que replicarmos gênios como Mozart, Picasso, Gandhi resolveria os grandes problemas da humanidade? Ou, investimentos na educação, saúde, na própria humanidade, permitiriam, quem sabe, o surgimento dos gênios desta geração.



Fontes:

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano IV, n° 43
http://www.webartigos.com/articles/23004/1/O-que-e-etico-e-o-que-nao-e-RESENHA-DO-FILME-MENINOS-DO-BRASIL/pagina1.html#ixzz1FHdCpz72 acesso em 28/02/2011


Comentário filosófico
Na discussão sobre o filme foi possível observar a possibilidade de interdisciplinaridade entre as disciplinas: filosofia, história e biologia.

Entretanto, é preciso mencionar que é preferível não utilizá-lo como sensibilização em sala de aula, ao invés disso, utilizá-lo como aplicação, ou seja, após a matéria que já tenha sido devidamente lecionada.

O filme envolve também questões morais, cientificas, sociais, étnicas e até religiosas bastante pertinentes, tais como, genética, preconceito, justiça, etc.

O grupo levantou questões sobre o personagem Dr. Mengele. Sua atitude acabou contribuindo para o avanço da ciência ou não passava de pura obsessão? E quando realmente ele passou a ser um psicopata?

Apesar de ser uma ficção, o filme trata de um período da história – o nazismo, liderado por Adolf Hitler - o personagem citado acima, Mengele pretendia fazer clones de Hitler, no entanto, ele tinha o conhecimento de que não bastava reproduzir o código genético, mas também era necessário que os clones fossem expostos as mesmas artimanhas do acaso da criatura original.

Entre essas e outras características mencionadas do filme, seria mais proveitoso assisti-lo, pois podem ser percebidos outros detalhes, este é um filme aberto a várias possibilidades de interpretações.

Daiane Fátima, Juliana Monteiro e Karoline Gomes