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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Aulas de Filosofia: Atividade para os 1º anos sobre Meio Ambiente

Um novo pacto entre sociedade e natureza


Como propôs o pensador francês Michel Serres, estamos sendo convocados a estabelecer um novo pacto, denominado de contrato natural, o qual poderíamos entender como um contrato social ampliado, desta vez incorporado a dimensão ambiental nos planos de futuro e na negociação do presente dos seres humanos. Nesse sentido, trata-se de enfrentar o desafio de encontrar os caminhos possíveis para reunir as expectativas de felicidade humana e a integridade dos bens ambientais. Um encontro que certamente implicaria aprendizado no qual estaria em jogo a humanização das relações com a natureza e a “ecologização” das relações sociais. Trata-se aqui de construir uma cultura ecológica que compreenda natureza e sociedade como dimensões intrinsecamente relacionadas e que não podem ser mais pensadas – seja nas decisões governamentais, seja nas ações da sociedade civil – de forma separada, independente ou autônoma.
A reciprocidade, o acolhimento e reconhecimento de direitos iguais na relação entre as necessidades humanas e as condições ambientais são a utopia da educação ambiental. Uma utopia possível, porque já podemos vê-la despontar aqui e ali em experiências concretas. A busca da historicidade, como horizonte de proposição das relações ambientais, também nos auxilia nessa direção. Segundo o filósofo Mauro Grun (1996, p. 112): “A dimensão ética da educação ambiental deveria ser buscada na história recalcada de nosso relacionamento com o ambiente”.
Mas temos igualmente de reconhecer ser uma utopia que ainda não congrega o conjunto da sociedade nesse novo padrão ético de educar e viver. Infelizmente, estamos deveras longe de generalização desses valores e crenças que definem as relações recíprocas com o ambiente como o fundamento para tomada de decisões nos diversos espaços sociais de manejo de conflitos e de políticas ambientais disseminados em nosso país e em todo o mundo. Outrossim é preciso compreender os conflitos que atravessam as múltiplas compreensões e práticas ambientais para poder sustentar uma ética ambiental que se afirme no embate com interesses imediatos e utilitaristas que não estão por ela regulados.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação Ambiental: A Formação do Sujeito ecológico. 5 ed. Cortez, 2011. (pág. 140 a 142)

Caça-palavras Filosófico
1- Qual a dimensão da educação ambiental que deveríamos buscar na história? _ _ _ _ _
2- O texto propõe um pacto entre a _ _ _ _ _ _ _ _ _ e a natureza.
3- Segundo Michel Serres como se denomina a negociação entre os seres humanos e a natureza? _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _
4- Um encontro que certamente implicaria _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
5- Para compreender que natureza e sociedade se relacionam e que é impossível se desfazer de uma sem que a outra sofra é necessário criar uma _ _ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _ _ _
6- Atualmente tornou-se necessário estabelecer um novo _ _ _ _ _ para uma possível _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ das relações sociais.
7- Para efetivarmos o tema proposto pelo texto a _ _ _ _ _ _ _ _ ambiental deveria ser tratada por todas as disciplinas desde a educação infantil.
8- Na sociedade capitalista o que mais nos preocupa de imediato são os bens _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _, neste ponto, somente nos interessamos por algo se ele nos for útil.  




sábado, 26 de novembro de 2011

Educação Ambiental - alguns textos

Apenas Um Comentário...


O texto Recordando de Molly Young Brown e Joanna Macy, trata das atitudes humanas como porta de entrada para uma nova sociedade, ou seja, um mundo que vise nossa alto conservação de acordo com as necessidades da natureza, pois somos a natureza. Homem/Terra são a mesma coisa, e partindo desta idéia concreta de um Eu ecológico presente em cada ação e pensamento estaremos prontos para dar a “Grande Virada”, rumo a sustentabilidade.
Por meio de uma narrativa reflexiva e relaxante, os chamados “Exercícios de Reconexão”, entramos em contato com vivências na qual pessoas passam a resgatar memórias evolutivas, e começam a sentir, a ter lembranças de outros seres. É uma “sensação de conexão com o pulso da vida em todos os seres ao longo do tempo”.
É fácil fazer uma relação entre o texto Transpondo os abismos entre as espécies de Stanislav Grof e o de Joanna Macy, pois os dois se referem a necessidade atual que o homem tem de resgatar sua consciência de que é parte inerente da natureza e com isso, poderá rever todas as suas ações.
O texto de Stanislav é a narrativa de certos casos da chamada respiração Holotrópica. A partir dela, pessoas entraram em estados de consciência alterada, e reviveram momentos inesquecíveis da vida de seres, como por exemplo: baleias, árvores, etc. Então, estas pessoas começaram a sentir que a árvore também é um ser vivo, como o homem e por isso deve ser respeitada como tal.
Outro texto fascinante é o de Molly Young Brown e Joanna Macy, intitulado Teoria Gaia, nele as duas definem o que seria Teoria de Gaia, associando-a com a Ecologia Profunda e com a emergência de um Eu Ecológico em nossos dias.
A Grande Virada seria como uma tomada de consciência, em que cada indivíduo passa a se sentir parte da natureza, ou seja, “Sou parte da floresta tropical e me protejo. Sou a parte da floresta tropical que acabou de desfrutar do pensamento”. Esta mudança segundo as autoras é uma mudança espiritual (ecologia profunda), é uma volta a nossa natureza que se perdeu durante muito tempo e que hoje precisa retornar.
Cuidar da natureza, não significa “mero dever”, mas um cuidado necessário, a solicitação de um Eu Ecológico que flui naturalmente e ”se amplia e se aprofunda a ponto de sentir a proteção da natureza livre, concebida como a proteção de nós mesmos”.

Texto produzido em 2010 por Karoline Santos Gomes