sábado, 24 de setembro de 2011

Filme "O óleo de Lorenzo" | Cine Penso



Ficha Técnica
Um filme de Kennedy Miller
Direção: George Miller
Elenco: Nick Nolte, Susan Sarandon e Peter Ustinov
1992

Sinopse
Um casal descobre que seu único filho possui uma doença rara (ALD) e a partir desse momento eles travam uma verdadeira batalha pela vida. Apesar de todos os médicos dizerem que não há cura, eles jamais desistem de salvar seu filho, chegando a desafiar a própria ciência. Assim, é descoberto o óleo de Lorenzo, permitindo que muitas crianças vivam hoje normalmente. (História baseada em fatos reais)

Principais Ideias
Perseverança, otimismo, compaixão, companheirismo, coragem, ética
Uma ideia importante que pode discutida no filme, é de que a ciência não é um saber absoluto. Os pais de Lorenzo ousaram buscando a cura da doença do filho e sempre arriscando até contra a vontade dos médicos por meio das dietas e remédios  alcançaram a tão sonhada cura.

No campo filosófico podemos trabalhar a importância do questionamento, da investigação e que nem sempre devemos encarar uma verdade como absoluta.
Nas ciências ou biologia, fica evidente a questão da bioética.

Nos perguntamos: Aqueles médicos tinham o direito de impedir que os pais de Lorenzo buscassem outras alternativas de tratamento?
A medicina, a ciência é a dona da verdade?
Também podemos questionar: A luta incansável daqueles pais pela vida de seu filho pode ser considerada certa?
Afinal o que é certo ou errado, quando uma vida está em jogo?

Cine Penso


Ao mestre, com carinho
Sinopse
Um jovem professor enfrenta alunos indisciplinados, neste clássico que refletia alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier, no papel que o imortalizou como Mark Thackeray, é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres no bairro operário de East End. A classe liderada por Denham (Christian Roberts) Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu, que também canta a canção título) estão determinados a destruir Thackeray como fizeram com seu predecessor, ao quebrar-lhe o espírito. Mas Thackeray acostumado à hostilidade enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.

Fonte:  http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=4092 acesso em 24/09/2011

Indicação para o uso didático
Um ótimo filme, sem dúvidas ele é capaz de gerar discussões sobre a relação professor e aluno, tema muito debatido em nossos dias por especialistas, professores e alunos graduandos de licenciatura! Também destaco a ênfase que é dada ao se mostrar o ambiente escolar e suas precariedades e principalmente as muitas diferenças culturais, sociais, etc que o professor se depara ao entrar em uma sala de aula. Há outros temas que podem ser abordados, por exemplo: comportamento social, respeito a si e ao outro, persistência na busca do objetivo, responsabilidade, amizade, dentre outros.

INDICADO




domingo, 11 de setembro de 2011

Projeto Interdisciplinar: Cine Reflexivo - PIBID Filosofia UFSJ

Cine Penso



Sinopse

São Paulo. 22 milhões de habitantes. 200 quilômetros de engarrafamentos. 300 mil motoboys. No coração da cidade em transe, quatro irmãos tentam se reinventar. Reginaldo - o mais novo e único negro na família - procura seu pai obsessivamente; Dario sonha com uma carreira de jogador de futebol, mas, aos dezoito anos, se vê cada vez mais distante dela; Dinho se refugia na religião e o mais velho, Dênis, pai involuntário de um menino, tem dificuldade em se manter. Sua mãe, Cleuza, empregada doméstica que criou sozinha os quatro filhos, está grávida novamente de mais um pai desconhecido. O futebol e as transformações religiosas pelas quais passa o Brasil, o exército de reserva de trabalhadores que alimenta a cidade, a questão da identidade e da ausência do pai estão no coração da história de “Linha de Passe”.

Fonte:

Comentário 

O filme Linha de Passe gerou vários questionamentos, entre eles ressaltarei a questão da coletividade, da existência e da questão das personagens estarem na  “linha de passe”em todas as principais cenas.
No que se refere a coletividade, começarei pelo início, quando Dario, que sonha em ser um jogador de futebol, participa de testes onde é cobrado o tempo todo a passar a bola e deixar de ser “fominha”, ali inicia-se o confroto. Senso de equipe, trabalhar em grupo, saber conviver com o outro, lições importantes, bem sei, e aí, entra a questão da existência, como as personagens lutam para continuar nos trilhos, no caminho da moral e até o mais sonhador e ainda sem tamanhas responsabilidades era Reginaldo, mesmo assim ele já sentia as dores de se viver em uma sociedade desigual.
Todo o filme gira em torno de tensões, todos se encontram no centro, na “linha de passe”, e a qualquer momento tudo pode acontecer. Assim também é a vida, um dia estou no alto da roda e de repente por baixo estou, lutando pra fazer girar novamnete a roda da vida.








quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Noites Sem Fim


Noites sem fim
E as poesias, soltas por aí,
Bocas de vinho
Eu sozinho...

Não peço desculpas
Sou um homem a La Rimbaud
Sem regras, as vontades
Do rio fiz sonhar.

Me perco sempre nas ruas tortas
Procurando, contando,
As estrelas que ainda estão lá.

Sentado na janela
Vigiava a moça na calçada
E o vento rodopiava
Sussurrava delírios
em nossos ouvidos.


Apaixonado, sou capaz de
Desafiar os maiorais
Esquecer o que se foi
Planejar nossas noites
Sem fim.







Indagação


Para que serve a FILOSOFIA como licenciatura na camada popular?


- Como algo Descartável


- Útil = tapar buracos


- Prática = realmente necessário

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pibid/ Licenciatura em Filosofia - UFSJ

A Filosofia vem contribuir com sua prática e conteúdos específicos para o trabalho de formação dos alunos da escola média, já realizado por outras áreas do saber, e aí se inclui como co-responsável pela formação do pensamento crítico, cidadão e autônomo. Acresce a esta tarefa o trabalho próprio do saber filosófico, que é o de lidar de maneira mais reflexiva e englobante com temas e problemas que fazem parte da vida humana, das relações do homem com a realidade e com outros saberes. No caso da Filosofia, sua especificidade exige um tratamento mais apropriado e não uma simples transposição de metodologias de outras áreas de conhecimento. Nesse sentido, dialogar com a realidade e experiência do aluno, como uma forma de aproximação e sensibilização, ajuda a concretizar em sala de aula o diálogo com a tradição filosófica, possível pela investigação de problemas, conceitos e argumentações em textos dos filósofos. Entretanto, não basta partir das vivências, é necessário pensar o vivido. Antes de fornecer conceitos como simples transmissão do saber é preciso dar a oportunidade ao estudante de construí-los, de fundamentar o saber sobre determinada questão a partir de suas experiências culturais, históricas e sociais. A construção do conhecimento exige uma postura investigativa. É preciso que o jovem dialogue e investigue a partir de contextos considerados significativos.
O que almejamos enquanto professores de Filosofia é promover em sala de aula uma experiência de pensamento, conjugando problemas, conceitos e desenvolvimento de habilidades reflexivas. Trata-se de pensar o trabalho em sala de aula sob a ótica pedagógica e mesmo didática, selecionando as práticas que, de fato, podem promover a aprendizagem, tornando o ensino de Filosofia adequado e factível.
O que se pretende, hoje, com a Filosofia na sala de aula do Ensino Médio, não é fornecer mera informação conteudista, mas abrir espaço para o exercício do pensamento, ou seja, para a construção do pensamento com os alunos ao explicitar as questões, analisar os discursos e elaborar conceitos. O curso de Filosofia da UFSJ considera em seu trabalho pedagógico as sugestões de conteúdo e habilidades propostas pelo CBC de Filosofia/Caderno Básico de Conteúdo da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais. Além da legislação pertinente, o aporte teórico utilizado considera de maneira especial as publicações de GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter e LORIERI, Marcos.
Apesar dos avanços obtidos com a discussão sobre o ensino de Filosofia no nível Médio, ainda há muito a se considerar na construção de características identificadoras de uma boa aula de Filosofia. Este é o nosso desafio enquanto integrantes do PIBID/FILOSOFIA.

Entrem em nossa página: http://www.pibid.ufsj.edu.br/ver_projeto.php?secao=ver_conteudo&id_conteudo=149&id_projeto=14

Pibid História da UFSJ, convida:

PALESTRAS:

DIA 03 de maio: “Sociedade e Cultura em São João del - Rei (séculos XVIII e XIX)”.

Profª. Drª. Sílvia Brügger (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)

DIA 10 de maio: “Fontes e dimensões da História Local: São João del- Rei no século XIX”.

Prof.Dr. Afonso de Alencastro (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)

sábado, 26 de março de 2011

Cine Penso


Meninos do Brasil (The Boys from Brazil)

Direção:Franklin J. Schaffner


Elenco: Gregory Peck, Laurence Olivier, James Mason, Lilli Palmer

Duração: 123 minutos



Os meninos do Brasil (em inglês The Boys from Brazil) é um romance publicado em 1976 pelo escritor norte-americano Ira Levin. Baseado em sua história foi rodado o filme homônimo que foi lançado em 1978. O romance foi uma das primeiras obras que abordaram sob a óptica da ficção científica a clonagem humana.

Sinopse

O filme inicia-se a partir da investigação de um jovem que fazia parte de um grupo de "caçadores de nazistas" sobre uma informação de que 94 homens comuns deveriam ser mortos num prazo de dois anos e meio, com o sumiço desse jovem investigador e o recebimento de algumas fotos de pessoas ligadas ao nazismo fazem com que Lieberman (Laurece Olivier) um senhor que havia sido prisioneiro nos campos de concentração (Erza Lieberman), saia em busca de mais informações. A cada nova investigação Lieberman acaba desenrolando uma conspiração que tenta recriar a figura de Hitler, a partir de clones desenvolvidos numa região selvagem do Brasil, Mengele (Gregory Peck) arquiteta um plano para fazer com que os clones tenham as mesmas situações vividas por Hitler na sua vida afim de que isso influencie na formação de seu caráter. Durante uma investigação o Sr. Erza se depara com o próprio Mengele (que nesse momento já estava trabalhando só devido ao medo que surge entre os nazistas de serem descobertos), nesse embate Mengele é capturado e morto pela sua criatura (um dos clones).

O filme Meninos do Brasil, retrata uma ficção, bem possível de ainda ocorrer, fundamentados nos preceitos arianos, o médico Josef Mengele procura criar clones de Adolf Hitler, enquanto Ezra Lieberman, um caçador de nazistas, tenta impedi-lo. Mas será que replicarmos gênios como Mozart, Picasso, Gandhi resolveria os grandes problemas da humanidade? Ou, investimentos na educação, saúde, na própria humanidade, permitiriam, quem sabe, o surgimento dos gênios desta geração.



Fontes:

Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano IV, n° 43
http://www.webartigos.com/articles/23004/1/O-que-e-etico-e-o-que-nao-e-RESENHA-DO-FILME-MENINOS-DO-BRASIL/pagina1.html#ixzz1FHdCpz72 acesso em 28/02/2011


Comentário filosófico
Na discussão sobre o filme foi possível observar a possibilidade de interdisciplinaridade entre as disciplinas: filosofia, história e biologia.

Entretanto, é preciso mencionar que é preferível não utilizá-lo como sensibilização em sala de aula, ao invés disso, utilizá-lo como aplicação, ou seja, após a matéria que já tenha sido devidamente lecionada.

O filme envolve também questões morais, cientificas, sociais, étnicas e até religiosas bastante pertinentes, tais como, genética, preconceito, justiça, etc.

O grupo levantou questões sobre o personagem Dr. Mengele. Sua atitude acabou contribuindo para o avanço da ciência ou não passava de pura obsessão? E quando realmente ele passou a ser um psicopata?

Apesar de ser uma ficção, o filme trata de um período da história – o nazismo, liderado por Adolf Hitler - o personagem citado acima, Mengele pretendia fazer clones de Hitler, no entanto, ele tinha o conhecimento de que não bastava reproduzir o código genético, mas também era necessário que os clones fossem expostos as mesmas artimanhas do acaso da criatura original.

Entre essas e outras características mencionadas do filme, seria mais proveitoso assisti-lo, pois podem ser percebidos outros detalhes, este é um filme aberto a várias possibilidades de interpretações.

Daiane Fátima, Juliana Monteiro e Karoline Gomes

ENSINAR FILOSOFIA - uma conversa sobre aprender a aprender.


A obra nasceu de uma conversa entre Ricardo Terra e Marcos Nobre gravada em 16 de março de 2006

Seu objetivo é tentar fazer um diagnóstico da situação atual do ensino de Filosofia no Brasil e formular propostas concretas para sua implementação especialmente no ensino médio.

Capítulo I: Traz uma breve descrição da implantação da filosofia no Brasil que ocorreu a partir da década de 1930, mostra ainda como a filosofia torna-se importante na esfera pública surgindo com o intuito de ir contra a ladainha religiosa e o bacharelismo.

A ideia de consórcio é essencial para a formação do intelectual brasileiro, assim não é estranho que um filósofo venha à esfera pública.

Capítulo 2: Ressalta a importância de se ter uma posição filosófica e abertura às críticas dos profissionais de outras áreas. A partir da década de 1990 os critérios de avaliação são deixados de lado, passa-se então a um critério único: é preciso publicar uma quantidade X, o pesquisador não é formado na ideia de que está construindo um país ao participar da construção da universidade (projeto inicial). É necessário criar um padrão específico, em vez de submeter a filosofia a um padrão internacional.

Capítulo 3: é discutido o problema do discurso filosófico atual em que o pesquisador pode simplesmente dizer-se especialista em um autor na filosofia, que o legitima academicamente, assim surge a ideia de especialismo cego, ou seja, profissionais que não conseguem pensar a articulação de seu conhecimento com o mundo que os cerca.

Capítulo 4: Trata da importância da interdisciplinaridade no ensino de filosofia. É imprescindível que o professor tenha uma formação sólida em história da filosofia e simultaneamente seja capaz de trabalhar essa história da filosofia em ação. “Filosofia que não está imersa na cultura, não serve para nada.” Marcos Nobre

Esta obra foi analisada por mim e por uma amiga, Juliana Monteiro, nós duas somos bolsistas do Pibid - Filosofia da UFSJ e esta foi uma de nossas atividades do ano passado.