A Filosofia vem contribuir com sua prática e conteúdos específicos para o trabalho de formação dos alunos da escola média, já realizado por outras áreas do saber, e aí se inclui como co-responsável pela formação do pensamento crítico, cidadão e autônomo. Acresce a esta tarefa o trabalho próprio do saber filosófico, que é o de lidar de maneira mais reflexiva e englobante com temas e problemas que fazem parte da vida humana, das relações do homem com a realidade e com outros saberes. No caso da Filosofia, sua especificidade exige um tratamento mais apropriado e não uma simples transposição de metodologias de outras áreas de conhecimento. Nesse sentido, dialogar com a realidade e experiência do aluno, como uma forma de aproximação e sensibilização, ajuda a concretizar em sala de aula o diálogo com a tradição filosófica, possível pela investigação de problemas, conceitos e argumentações em textos dos filósofos. Entretanto, não basta partir das vivências, é necessário pensar o vivido. Antes de fornecer conceitos como simples transmissão do saber é preciso dar a oportunidade ao estudante de construí-los, de fundamentar o saber sobre determinada questão a partir de suas experiências culturais, históricas e sociais. A construção do conhecimento exige uma postura investigativa. É preciso que o jovem dialogue e investigue a partir de contextos considerados significativos.
O que almejamos enquanto professores de Filosofia é promover em sala de aula uma experiência de pensamento, conjugando problemas, conceitos e desenvolvimento de habilidades reflexivas. Trata-se de pensar o trabalho em sala de aula sob a ótica pedagógica e mesmo didática, selecionando as práticas que, de fato, podem promover a aprendizagem, tornando o ensino de Filosofia adequado e factível.
O que se pretende, hoje, com a Filosofia na sala de aula do Ensino Médio, não é fornecer mera informação conteudista, mas abrir espaço para o exercício do pensamento, ou seja, para a construção do pensamento com os alunos ao explicitar as questões, analisar os discursos e elaborar conceitos. O curso de Filosofia da UFSJ considera em seu trabalho pedagógico as sugestões de conteúdo e habilidades propostas pelo CBC de Filosofia/Caderno Básico de Conteúdo da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais. Além da legislação pertinente, o aporte teórico utilizado considera de maneira especial as publicações de GALLO, Sílvio; KOHAN, Walter e LORIERI, Marcos.
Apesar dos avanços obtidos com a discussão sobre o ensino de Filosofia no nível Médio, ainda há muito a se considerar na construção de características identificadoras de uma boa aula de Filosofia. Este é o nosso desafio enquanto integrantes do PIBID/FILOSOFIA.
Entrem em nossa página: http://www.pibid.ufsj.edu.br/ver_projeto.php?secao=ver_conteudo&id_conteudo=149&id_projeto=14
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Pibid História da UFSJ, convida:
PALESTRAS:
DIA 03 de maio: “Sociedade e Cultura em São João del - Rei (séculos XVIII e XIX)”.
Profª. Drª. Sílvia Brügger (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)
DIA 10 de maio: “Fontes e dimensões da História Local: São João del- Rei no século XIX”.
Prof.Dr. Afonso de Alencastro (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)
DIA 03 de maio: “Sociedade e Cultura em São João del - Rei (séculos XVIII e XIX)”.
Profª. Drª. Sílvia Brügger (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)
DIA 10 de maio: “Fontes e dimensões da História Local: São João del- Rei no século XIX”.
Prof.Dr. Afonso de Alencastro (UFSJ) – Sala da peteca (14h30)
sábado, 26 de março de 2011
Cine Penso
Meninos do Brasil (The Boys from Brazil)
Direção:Franklin J. Schaffner
Elenco: Gregory Peck, Laurence Olivier, James Mason, Lilli Palmer
Duração: 123 minutos
Os meninos do Brasil (em inglês The Boys from Brazil) é um romance publicado em 1976 pelo escritor norte-americano Ira Levin. Baseado em sua história foi rodado o filme homônimo que foi lançado em 1978. O romance foi uma das primeiras obras que abordaram sob a óptica da ficção científica a clonagem humana.
Sinopse
O filme inicia-se a partir da investigação de um jovem que fazia parte de um grupo de "caçadores de nazistas" sobre uma informação de que 94 homens comuns deveriam ser mortos num prazo de dois anos e meio, com o sumiço desse jovem investigador e o recebimento de algumas fotos de pessoas ligadas ao nazismo fazem com que Lieberman (Laurece Olivier) um senhor que havia sido prisioneiro nos campos de concentração (Erza Lieberman), saia em busca de mais informações. A cada nova investigação Lieberman acaba desenrolando uma conspiração que tenta recriar a figura de Hitler, a partir de clones desenvolvidos numa região selvagem do Brasil, Mengele (Gregory Peck) arquiteta um plano para fazer com que os clones tenham as mesmas situações vividas por Hitler na sua vida afim de que isso influencie na formação de seu caráter. Durante uma investigação o Sr. Erza se depara com o próprio Mengele (que nesse momento já estava trabalhando só devido ao medo que surge entre os nazistas de serem descobertos), nesse embate Mengele é capturado e morto pela sua criatura (um dos clones).
O filme Meninos do Brasil, retrata uma ficção, bem possível de ainda ocorrer, fundamentados nos preceitos arianos, o médico Josef Mengele procura criar clones de Adolf Hitler, enquanto Ezra Lieberman, um caçador de nazistas, tenta impedi-lo. Mas será que replicarmos gênios como Mozart, Picasso, Gandhi resolveria os grandes problemas da humanidade? Ou, investimentos na educação, saúde, na própria humanidade, permitiriam, quem sabe, o surgimento dos gênios desta geração.
Fontes:
Revista Filosofia, Ciência e Vida, ano IV, n° 43
http://www.webartigos.com/articles/23004/1/O-que-e-etico-e-o-que-nao-e-RESENHA-DO-FILME-MENINOS-DO-BRASIL/pagina1.html#ixzz1FHdCpz72 acesso em 28/02/2011
Comentário filosófico
Na discussão sobre o filme foi possível observar a possibilidade de interdisciplinaridade entre as disciplinas: filosofia, história e biologia.
Entretanto, é preciso mencionar que é preferível não utilizá-lo como sensibilização em sala de aula, ao invés disso, utilizá-lo como aplicação, ou seja, após a matéria que já tenha sido devidamente lecionada.
O filme envolve também questões morais, cientificas, sociais, étnicas e até religiosas bastante pertinentes, tais como, genética, preconceito, justiça, etc.
O grupo levantou questões sobre o personagem Dr. Mengele. Sua atitude acabou contribuindo para o avanço da ciência ou não passava de pura obsessão? E quando realmente ele passou a ser um psicopata?
Apesar de ser uma ficção, o filme trata de um período da história – o nazismo, liderado por Adolf Hitler - o personagem citado acima, Mengele pretendia fazer clones de Hitler, no entanto, ele tinha o conhecimento de que não bastava reproduzir o código genético, mas também era necessário que os clones fossem expostos as mesmas artimanhas do acaso da criatura original.
Entre essas e outras características mencionadas do filme, seria mais proveitoso assisti-lo, pois podem ser percebidos outros detalhes, este é um filme aberto a várias possibilidades de interpretações.
Daiane Fátima, Juliana Monteiro e Karoline Gomes
ENSINAR FILOSOFIA - uma conversa sobre aprender a aprender.
A obra nasceu de uma conversa entre Ricardo Terra e Marcos Nobre gravada em 16 de março de 2006
Seu objetivo é tentar fazer um diagnóstico da situação atual do ensino de Filosofia no Brasil e formular propostas concretas para sua implementação especialmente no ensino médio.
Capítulo I: Traz uma breve descrição da implantação da filosofia no Brasil que ocorreu a partir da década de 1930, mostra ainda como a filosofia torna-se importante na esfera pública surgindo com o intuito de ir contra a ladainha religiosa e o bacharelismo.
A ideia de consórcio é essencial para a formação do intelectual brasileiro, assim não é estranho que um filósofo venha à esfera pública.
Capítulo 2: Ressalta a importância de se ter uma posição filosófica e abertura às críticas dos profissionais de outras áreas. A partir da década de 1990 os critérios de avaliação são deixados de lado, passa-se então a um critério único: é preciso publicar uma quantidade X, o pesquisador não é formado na ideia de que está construindo um país ao participar da construção da universidade (projeto inicial). É necessário criar um padrão específico, em vez de submeter a filosofia a um padrão internacional.
Capítulo 3: é discutido o problema do discurso filosófico atual em que o pesquisador pode simplesmente dizer-se especialista em um autor na filosofia, que o legitima academicamente, assim surge a ideia de especialismo cego, ou seja, profissionais que não conseguem pensar a articulação de seu conhecimento com o mundo que os cerca.
Capítulo 4: Trata da importância da interdisciplinaridade no ensino de filosofia. É imprescindível que o professor tenha uma formação sólida em história da filosofia e simultaneamente seja capaz de trabalhar essa história da filosofia em ação. “Filosofia que não está imersa na cultura, não serve para nada.” Marcos Nobre
Esta obra foi analisada por mim e por uma amiga, Juliana Monteiro, nós duas somos bolsistas do Pibid - Filosofia da UFSJ e esta foi uma de nossas atividades do ano passado.
Como estudar filosofia?
Estudar filosofia é a forma de aprendermos um método reflexivo de pensar e articular de maneira clara e objetiva questões importantes, problemas filosóficos, mesmo adentrar mais profundamente as idéias atuais e aprender a filosofar por si próprio.
No estudo da filosofia além de aprender a história da filosofia o seu foco será fazer com que o aluno aprenda não em que pensar, mas como pensar. E saber pensar para a filosofia se refere, em saber examinar criticamente os problemas filosóficos. O trabalho do filósofo é explorar cada questão minuciosamente para em seguida poder formar um conceito. Para que esse trabalho seja bem sucedido é necessário que se adote uma metodologia de leitura onde o aluno faça dela seu instrumento de trabalho.
A metodologia com que a filosofia trabalha é aplicável independentemente de época ou lugar, tanto na leitura de livros quanto na da realidade atual. Ela é um caminho a ser seguido que requer esforço e dedicação por parte do aluno, reflexões por meio de pesquisas sistemáticas e a procura constante de um melhor e mais exato entendimento da realidade.
Através do processo analítico do estudo filosófico, nossa capacidade de argumentação e construção de um raciocínio lógico torna-se constante, adquirimos capacidade de construir e articular argumentos convincentes e passamos a identificar e avaliar pontos fortes e fracos de cada questão, até as questões mais simples onde em nosso dia-a-dia não as percebemos somos, levados a analisá-las.
Aprender a identificar os sistemas filosóficos e reconstruí-los são qualidades que adquirimos no estudo da filosofia. Todas essas capacidades valorizam o pensamento e a vida do homem, onde este é instruído e motivado a investigar o mundo em que vive e as várias concepções filosóficas, podendo em seguida gerar suas próprias opiniões, pois que na filosofia existem vários pontos de vista. Mas quando o homem se põe a filosofar seus argumentos não se esgotam apenas nesses conceitos, ele continua trabalhando e refletindo reconsiderando e analisando esses dados disponíveis já que levará em consideração o espaço e o tempo em que vive. E nas palavras de Emmanuel Kant: “Não há filosofia que se possa aprender; só se aprende a filosofar.”
Ensaio filosófico da disciplina "Investigação filosófica" - 2009
Karoline Santos Gomes
Ensaio filosófico da disciplina "Investigação filosófica" - 2009
Karoline Santos Gomes
O que é AMAR para você?
Eles sabem o que é...
Nietsche:
“Aquilo que se faz por AMOR está sempre além do bem e do mal.”
Voltaire:
“Façam o que fizerem, destruam a infâmia e AMEM aqueles que vos AMAM.”
Rousseau:
Pessoas que devem passar os dias juntos, o importante é que eles façam AMAR um pelo outro, e por isso mesmo tornam-se queridos.
Rimbaud:
Chico Buarque:
E AMAR para você, é o que mesmo?
Será que tem como defini-lo ou enquadrá-lo num desses perfis?
Nietsche:
“Aquilo que se faz por AMOR está sempre além do bem e do mal.”
Voltaire:
“Façam o que fizerem, destruam a infâmia e AMEM aqueles que vos AMAM.”
Rousseau:
Pessoas que devem passar os dias juntos, o importante é que eles façam AMAR um pelo outro, e por isso mesmo tornam-se queridos.
Rimbaud:
Sensação
Pelas tardes azuis do Verão, irei pelas sendas,
Guarnecidas pelo trigal,
pisando a erva miúda:
Sonhador, sentirei a
frescura em meus pés.
Deixarei o vento banhar
minha cabeça nua.
Não falarei mais, não
pensarei mais:
Mas um AMOR infinito me
invadirá a alma.
E irei longe, bem longe,
como um boêmio,
Pela natureza, - feliz
como com uma mulher.
Chico Buarque:
Quando AMO
Eu devoro
Todo o meu coração
Eu odeio
Eu adoro
Numa mesma oração.
...
E AMAR para você, é o que mesmo?
Será que tem como defini-lo ou enquadrá-lo num desses perfis?
O Puro Amor
Ela ficava a sonhar com o novo amor
Sentada com seus olhos a vigiar
Desvendava os segredos, queria
O puro amor.
Estou a esperar meu mais novo amor!
Quem dera encontrar, a vida é amor!
Nas noites seu rosto rosado
Os lábios quentes
Mostra que finalmente encontrou
O puro amor.
Estou a esperar meu mais novo amor!
Quem dera encontrar, a vida é amor!
A vida é amor!
Sentada com seus olhos a vigiar
Desvendava os segredos, queria
O puro amor.
Estou a esperar meu mais novo amor!
Quem dera encontrar, a vida é amor!
Nas noites seu rosto rosado
Os lábios quentes
Mostra que finalmente encontrou
O puro amor.
Estou a esperar meu mais novo amor!
Quem dera encontrar, a vida é amor!
A vida é amor!
Narrativa de uma tentativa de suicídio
Quis aproveitar certa oportunidade
Em uma elevado aranha-céu.
Marina que continha apenas trinta
Procurou se expor em localidades
Aos olhos de todos.
Sua terrível ardência de festas,
Comemoração nunca antes compartilhada.
E as dúvidas! O que ocorrerá no novo?
Sentimentos de inquietude em sua alma
Acelerou o não realizado desejo.
Covarde agora se encontra
Pois um sentimento novo
Pousou em seu peito e acabou
Agradando-lhe por completo
Agora, Marina vive, vive, ...
Desventuras de um bêbado
D’amores eu andava, e por ruas abafadas
Meu olhar ia penetrando as janelas alheias.
Existe ainda o desejo no bater desesperado das portas.
Ao entardecer avistava as pequenas mariposas
Contava-lhes meus segredos
E os mais íntimos, no chão, foram todos, pisoteados.
O dia era dormido em jazigo desconhecido
E o Sol se punha nas montanhas tamanhas
E eu no dançar a caminho das bodegas,
Sto Antônio, quem sabe. Este, em que há gritos.
Os que apenas escutam não traduzem
O idioma lançado em glórias ali retratado.
Gosto do perfume barato, dos restos do tudo
Que não importa mais nada, que a vida nos leve.
Gosto do sorriso alucinado, penetrando além alma.
Ali observo, decoro minúcias do diverso,
Ali transbordo em copos a feliz gratidão
E não a certeza do ter & perder.
(...) Passagem!
Nunca... como podes dizer nunca!
A luz que por aqui caminha
Continuas em seu percurso.
Lenta mente.
Sei que o lugar é outro,
A gare também não é a mesma,
As pessoas... nem se fala!
Mas a Luz, a sombra
Me abala com igual intensidade!
Como outroras, filosofia!
...(fiz uma pequena brincadeira com um trecho do poema de Álvaro de Campos)
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